Ivor Cutler, nascido Isadore Cutler em 15 de janeiro de 1923, em Govan, Glasgow, foi um artista escocês multifacetado. Nascido numa família judaica ashquenazi, o sobrenome da sua família foi anglicizado de Kushner para Cutler. Passou a infância na área de Govan, em Glasgow, e experimentou antissemitismo quando era estudante. O seu pai, Jack Moris Cutler, trabalhou como comerciante de tecidos e joalheiro. A carreira de Cutler abrangeu mais de meio século, resultando em mais de 1.500 obras escritas e aproximadamente 400 aparições no rádio e na televisão. Faleceu a 3 de março de 2006. As atividades artísticas de Cutler eram diversas; ele era poeta, cantor, músico, compositor, artista, ilustrador, escultor e dramaturgo. Começou a fazer aparições na rádio da BBC no final da década de 1950, incluindo 38 aparições em Monday Night at Home entre 1959 e 1963. Sua primeira gravação foi o EP Ivor Cutler of Y’Hup em 1959. Ele também apareceu em filmes, notavelmente como Buster Bloodvessel em Magical Mystery Tour (1967) dos Beatles e em It's All Over Town (1964). Gravou extensivamente para John Peel a partir de 1969, detendo um recorde pelo número de sessões ao lado de The Fall. Cutler lançou 11 álbuns, incluindo Ludo (1967), produzido por George Martin, e Velvet Donkey (1975). Além de suas performances artísticas, Cutler dedicou mais de 30 anos ao ensino, tendo formação como professor no Jordanhill College em Glasgow e, posteriormente, trabalhando nas escolas primárias Paddington Green e Fox em Londres. Lecionou brevemente na Summerhill School no início da década de 1950. Sua carreira de ensino foi marcada por um desgosto pelos aspectos regimentados do sistema educacional escocês, demonstrado por um incidente envolvendo uma correia de couro fornecida pelo governo. Ele colaborou com inúmeros artistas, incluindo Neil Ardley, Robert Wyatt, Fred Frith, David Toop e Steve Beresford, contribuindo para álbuns como A Symphony of Amaranths (1971) e Rock Bottom (1974). Phyllis King foi uma colaboradora frequente e parceira na vida e na arte. O trabalho de Cutler foi reconhecido por figuras como Bertrand Russell e Billy Connolly, e ele publicou 29 livros, muitos autoilustrados, tanto para adultos quanto para crianças.